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Perpetrador de crimes de guerra? Israel ‘envia’ pedido a aliados para não ser investigado pelo TPI

Publicado por: Redação Irã News
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Publicada em 08/02/2021 às 17:25
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ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

Sputnik – Na sexta-feira (5), o Tribunal Penal Internacional (TPI) determinou ter jurisdição para abrir inquérito sobre alegados crimes de guerra cometidos por Israel na Cisjordânia, Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental.

No entanto, segundo escreve o portal Axios, Tel Aviv pretende atrair “dezenas” de aliados para transmitir uma “mensagem discreta” à procuradora do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensoud, a fim de pressioná-la a não prosseguir com a investigação de alegados crimes de guerra cometidos por Israel nos territórios ocupados.

O portal citou dois funcionários israelenses que disseram que o Ministério das Relações Exteriores de Israel enviou no domingo (7) uma tabela de designação “Urgente” aos seus embaixadores em todo o mundo.

Segundo as instruções de lobby, os diplomatas israelenses devem contatar os ministros das relações exteriores e chefes de governo para lhes pedir que emitam declarações oficiais de oposição à decisão do TPI.

Jerusalém Oriental, território disputado por Israel e Palestina
© REUTERS / AMMAR AWAD
Jerusalém Oriental, território disputado por Israel e Palestina

“Pedimos que [governos] enviem uma mensagem discreta à procuradora pedindo-lhe para não avançar com investigação e não dar a este caso uma alta prioridade”, estaria escrito no documento enviado às embaixadas israelenses.

“Vocês estão instruídos a informar aos mais altos funcionários do governo que o possível começo de investigação contra Israel vai criar uma crise contínua entre Israel e a Autoridade Palestina que impossibilitará qualquer progresso diplomático entre as partes”, acrescenta a nota.

No sábado (6), as Forças de Defesa de Israel chamaram a decisão do TPI de tendenciosa, e afirmaram que continuarão protegendo a segurança israelense e dos seus cidadãos, respeitando o direito nacional e internacional.

O governo israelense rotulou a decisão do TPI como “antissemita”. Até o momento, somente EUA e Austrália se opuseram oficialmente à decisão do tribunal.

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