sábado, junho 22, 2024

Irã prende atriz de filme vencedor do Oscar por protestos

Por Redação –

As autoridades iranianas prenderam a atriz vencedora do Oscar de Melhor Filme de língua estrangeira em 2017, Taraneh Alidoosti por se manifestar contra as ações truculentas e assassinatos de manifestantes no país que ocorrem desde setembro.

Taraneh é acusada de espalhar falsidades sobre os protestos que ocorrem no Irã por causa da morte da jovem Mahsa Amini, 22 anos no dia 16 de setembro. Mahsa morreu após ter sido detida pela chamada polícia da moralidade, por supostamente não usar o véu islâmico de forma adequada, o que segundo a lei do Irã, desrespeita o rígido código de vestuário feminino.

Alidoosti, foi detida uma semana depois de ter divulgado na rede social Instagram uma mensagem expressando sua solidariedade em relação ao homem que foi executado no começo de dezembro, acusado supostamente de crimes cometidos durante os protestos no país.

De acordo com a mídia estatal iraniana, Alidoosti foi presa por não ter apresentado “nenhum documento que comprovasse as suas denúncias”.

“O seu nome era Mohsen Shekari. Cada organização internacional que assiste a este derramamento de sangue e não age é uma vergonha para a humanidade”, escreveu a atriz na mensagem publicada em sua conta no Instagram.

Shekari foi executado em 8 de dezembro, após ter sido acusado por um tribunal iraniano de bloquear uma rua em Teerã e por ter atacado, segundo as autoridades, um membro das forças de segurança com uma faca.

Desde então, os protestos se transformaram em um dos mais sérios desafios ao regime teocrata do Irã, instalado pela Revolução Islâmica de 1979.

Hengameh Ghaziani e Katayoun Riahi, outras duas atrizes famosas no Irã, também foram detidas pelas autoridades por expressarem solidariedade com os manifestantes, em mensagens nas redes sociais, tendo já sido libertadas.

Segundo o DW, em cerca de três meses de protestos, que têm sido fortemente reprimidos pelas autoridades iranianas, morreram mais de 500 pessoas e pelo menos 15 mil foram detidas, segundo a organização não governamental Iran Human Rights.

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